Bom, faz bastante tempo que não venho aqui deixar alguma reflexão pessoal minha sobre qualquer coisa. Enfim…

2015 foi um ano que me testou de diversas formas e cara… Quantas provas de fôlego… Foram várias, porém em situações bastante semelhantes umas das outras. Tudo em boa parte envolvia a suposta ansiedade que pra mim ainda era pouco conhecida no final de 2014. (…)

Well, well, well… Eu conheci uma pessoa, que virou meu amigo, alguém em que eu acreditava ser uma pessoa de bom coração… Quando menos vi, aquela pessoa se tornou um parasita na minha vida. Alguém que só estava perto, quando precisava de algo ou queria algo que eu certamente estaria disposta a dar. Afinal, eu sempre quero dar o que eu posso – às vezes o que eu não posso também – para as pessoas de quem eu gosto.

I got so fucked up… You guys can’t even imagine how fucked up my mind was…

Damn.

Fiquei presa nessa amizade que só me sugava e que eu tentava por na minha cabeça que tudo que eu estava começando a achar de ruim era coisa da minha cabeça, but not. It was all real.

1 ano e 5 meses vivendo nessa situação, que na forma mais enxuta que eu pude resumir pode ser interpretada como uma bobagem para uns, talvez, ou fazê-los vir com o pensamento de “qual motivo de ter se mantido nisso por tanto tempo se bem não lhe trazia?”.

Eu só sei que algo, que talvez tenha sido “esperança das coisas boas ficarem em destaque nessa relação” ter sido um dos motivos pra tal persistência.

Algo claramente me prendia. Talvez uma fé que eu inventei pra não ter que ir embora, pois não gosto de ir embora. Odeio despedidas com todas as forças, mas eu tive que ir. Eu me forcei a ir embora…

Tentei fazer de tudo pra ajudar a pessoa querer ser alguém melhor, mas a mesma não queria… E não podemos fazer nada por quem não quer e se diz impossível de mudar.

Então, com o fim de minha “esperança” e “fé” eu tive que sair daquela prisão que tanto me sugava de diversas formas.

Eu tive que ir.
Sem desculpas.
Eu tive mesmo que ir.
Eu não queria, mas ele me fez ir, inconscientemente me disse pra ir.
Foi o certo a se fazer. Abandonar esse navio e nadar de volta para a terra firme em busca de salvação.

(…)

Estou em terra firme contemplando as ondas do mar quebrando na areia. Contemplando o horizonte do meu futuro incerto, porém com o coração ainda se recuperando do esforço feito.

Logo logo, tudo se renovará. E na busca de sempre melhorar o meu eu e de sempre buscar aprendizado nas coisas que vivo, essa história será mais uma na minha vida em que irei levar apenas o aprendizado que tirei dela.

E é o que acho certo a se fazer, tirar aprendizado das coisas ruins que nos acontecem. Transformando toda angústia em sabedoria.

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Auto Sabotagem

Nunca começo um texto sem saber bem como começá-lo, mas dessa vez está sendo diferente.

Depois que um amigo meu me deu um conselho valioso – “Tente não se auto sabotar”, comecei a tentar entender o que ele quis dizer com isso. E consegui. Creio que dei um poder à minha mente muito maior do que ela precisava e isso é algo que hoje estou considerado uma “auto sabotagem”.

Confie em você, mas não confie tanto assim no que sua mente passa pra você… Acredito que nós seres humanos somos  como máquinas, e máquinas vêm com muitas falhas. Vou comparar a nossa espécie com um computador. Computadores não são perfeitos, como todos bem sabem, e apesar de serem capazes de fazer diversos tipo de atividades, uma hora pode aparecer uma falha no sistema, qualquer que seja e isso atrapalha o desenvolvimento de qualquer atividade que se tenha que fazer nele.

Nossa mente funciona da mesma forma… As falhas no nosso sistema que quero  considerar aqui são os turbilhões de pensamentos e ideias que podem surgir na nossa cabeça. Existem outros tipos de falha, mas quero exaltar esse, pois é o motivo maior do meu sofrimento.

Sabem aquela história de “pessoas silenciosas, mentes barulhentas”? Essa sou eu. Eu penso demaaaaaaais demais demais. Isso tem me atrapalhado MUITO ultimamente. Pois nem tudo o que a gente pensa é real. A maioria das coisas que vêm à nossa mente, são meras criações da nossa cabeça. É aí onde existe o risco de auto sabotagem. É como o mesmo amigo que citei lá em cima me falou, “A vida é ficcional”. E é mesmo. Tudo o que a gente faz tem uma manipulação da nossa mente. É tudo criação da nossa mente. A gente tem que ter muito cuidado com isso. MUITO mesmo.

Eu não recomendo à ninguém chegar no estágio de auto sabotagem que eu cheguei. É algo triste, doloroso e solitário. Você tem que se consertar sozinho… Ninguém pode fazer isso por você. Se você tem amigos para lhe dar apoio, como eu tenho, a dor se reduzirá um pouco…

E é isso. Já falei tanto que nem sei se no final esse texto vai fazer sentido para mais alguém. Mas meu intuito mesmo foi tentar tirar dentro de mim toda essa reflexão que eu vim fazendo nesses últimos dias.

“(…) I’m deafened by the silence
Is it something that I’ve done?
I know that there are millions
I can’t be the only one who’s so disconnected
It’s so different in my head.
Can anybody tell me why I’m lonely like a satellite?

‘Cause tonight I’m feeling like an astronaut
Sending SOS from this tiny box
And I lost all signal when I lifted off

(…)

Can I please come down?”

astronaut

just saying…

Não suporto gente que diz sentir algo que na real não sente nem 1% do que disse.

Sentimentos jogados ao vento em vão.
Sentimentos perdidos em um mar de ilusão.

O que te motivaria a entrar em um coração se é só pra sentar alí e não querer fazer diferença nesse órgão tão pulsante, que só deveria ser alimentado com amor, mas na maioria das vezes é forçado a sair da dieta e ingere coisas desgostosas… Você.

o mar

let me light up the sky

Isso a maioria das pessoas já devem saber ou já devem ter pensando sobre isso, porém me deparei com esses pesamentos vagando em minha mente, de novo, e resolvi tirá-los da cabeça escrevendo sobre eles.

(…)

É tão ruim quando alguém entra na sua vida, te faz feliz por um tempo e do nada te trata com indiferença ou simplesmente sai da sua vida como se você tivesse sido uma página em branco na vida dela… Eu queria muito saber o que cada pessoa que toma esse tipo de atitude tem na cabeça. Eu faço tudo para que essas situações não aconteçam comigo, mas parece que é impossível de evitá-las.

Eu sinto falta de você que um dia fez diferença em algum momento da minha vida e que foi embora sem cerimônia. Se você que está lendo isso e pensa em mexer dessa forma covarde comigo, trate de consertar isso antes de acontecer. O que vai, volta, meu amigo. Pode ser algo que não venha de mim, mas você vai poder sentir o “prazer” que eu senti, de uma uma forma ou de outra.

Então, depois me conta como é tentar viver sem lembrar… :)


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!

Eu fico indignada com você, homem, que não honra o seu sexo. Tem muito homem que se diz Homem sem ser. Aprendam a ser Homens de verdade. Sério… Tô muito fácil de me revoltar e querer abrir a boca para coisas que geralmente fico calada. Não sei se isso é bom ou ruim.

Eu acho que isso é resultado de eu ter escolhido ficar a maior parte dos meus 20 anos calada para muitas coisas que eu não concordava. Simplesmente não acho que vale a pena bater boca por besteira. Evito expor minha opinião diante de certas besteiras que me incomodam.

Muitas besteiras me incomodam. O lance é que eu fico calada. Mas será isso o certo? Será que eu devo ficar mesmo calada ou devo expor mais – me expor mais – o que eu acho sobre certas coisas? Não estou dizendo aqui que eu fico sem expor minha opinião sempre… Mas assuntos que considero bestas, me mantenho calada, para não provocar uma briga. Pois sei que se eu abrir a boca, vão sair farpas… (Seria isso temer o poder da minhas próprias palavras?)

Voltando sobre o assunto das primeiras duas linhas que escrevi. Homem de verdade, trata bem as mulheres. Cara, se tem uma moça querendo o seu bem, desejando te ver feliz, seja no mínimo legal e educado com a ela. Não seja indiferente e ridículo. Se você quiser ser o “homem” (com “h” mesmo, pois você não honra ser um homem com “H”). Se você for indiferente, ridículo, entre outras nomenclaturas que não tô com paciência pra falar, você pode achar que não, mas um dia você vai receber de volta tudo o que está emitindo para essa pessoa (não digo da mesma forma, mas na mesma intensidade, com certeza. E eu espero de verdade que isso realmente aconteça).

– Fim.

– Não há mais nada a dizer. Por hoje.

after the rain, the rainbow appears.

Depois de um sonho que tive, realizei que de qualquer forma temos que abandonar o passado. Sim, eu sei que todo mundo deve ser ciente disso, mas eu meio que nem liguei de deixar um “certo” passado para trás. Então depois desse sonho (que me trouxe uma sensação ruim e aflorou também minha insegurança naquele momento), resolvi deixar para trás o objeto que me fazia lembrar de um tempo bom e cheio de sol, que depois foi escurecido por um tempestade, mas que hoje já virou um arco-íris – bem fraquinho, quase não dá para se ver, mas que pelo menos não é a tempestade que era. Bom, como sempre gosto de salientar, aprendi muito no final de tudo… com os momentos bons que passei (os dias de sol), com os momentos ruins (a tempestade) e com o recomeço (o arco íris). Custei a aprender, mas aprendi. Acho que nunca é tarde para aprender com o passado, não é?

Bem como diz uma música da qual gosto muito e me lembraram da letra a pouco tempo:

“Vejo a sorte no futuro, não o fim do mundo. Nada é pra sempre, muito menos por acaso. Se nem sempre o planejado sai como o esperado, é só uma chance pra enxergar o outro lado.”

Faz sentido. :)

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