Auto Sabotagem

Nunca começo um texto sem saber bem como começá-lo, mas dessa vez está sendo diferente.

Depois que um amigo meu me deu um conselho valioso – “Tente não se auto sabotar”, comecei a tentar entender o que ele quis dizer com isso. E consegui. Creio que dei um poder à minha mente muito maior do que ela precisava e isso é algo que hoje estou considerado uma “auto sabotagem”.

Confie em você, mas não confie tanto assim no que sua mente passa pra você… Acredito que nós seres humanos somos  como máquinas, e máquinas vêm com muitas falhas. Vou comparar a nossa espécie com um computador. Computadores não são perfeitos, como todos bem sabem, e apesar de serem capazes de fazer diversos tipo de atividades, uma hora pode aparecer uma falha no sistema, qualquer que seja e isso atrapalha o desenvolvimento de qualquer atividade que se tenha que fazer nele.

Nossa mente funciona da mesma forma… As falhas no nosso sistema que quero  considerar aqui são os turbilhões de pensamentos e ideias que podem surgir na nossa cabeça. Existem outros tipos de falha, mas quero exaltar esse, pois é o motivo maior do meu sofrimento.

Sabem aquela história de “pessoas silenciosas, mentes barulhentas”? Essa sou eu. Eu penso demaaaaaaais demais demais. Isso tem me atrapalhado MUITO ultimamente. Pois nem tudo o que a gente pensa é real. A maioria das coisas que vêm à nossa mente, são meras criações da nossa cabeça. É aí onde existe o risco de auto sabotagem. É como o mesmo amigo que citei lá em cima me falou, “A vida é ficcional”. E é mesmo. Tudo o que a gente faz tem uma manipulação da nossa mente. É tudo criação da nossa mente. A gente tem que ter muito cuidado com isso. MUITO mesmo.

Eu não recomendo à ninguém chegar no estágio de auto sabotagem que eu cheguei. É algo triste, doloroso e solitário. Você tem que se consertar sozinho… Ninguém pode fazer isso por você. Se você tem amigos para lhe dar apoio, como eu tenho, a dor se reduzirá um pouco…

E é isso. Já falei tanto que nem sei se no final esse texto vai fazer sentido para mais alguém. Mas meu intuito mesmo foi tentar tirar dentro de mim toda essa reflexão que eu vim fazendo nesses últimos dias.

“(…) I’m deafened by the silence
Is it something that I’ve done?
I know that there are millions
I can’t be the only one who’s so disconnected
It’s so different in my head.
Can anybody tell me why I’m lonely like a satellite?

‘Cause tonight I’m feeling like an astronaut
Sending SOS from this tiny box
And I lost all signal when I lifted off

(…)

Can I please come down?”

astronaut

~

Cara, sabe quando vem um turbilhão de pensamentos na sua mente e você não sabe como controlar? Você nem mesmo tem alguém pra conversar na hora e você precisa de alguém exatamente naquela hora pra conversar. São 02:24 da manhã e eu não tenho ninguém pra falar sobre os pensamentos que vem na minha cabeça e me atormentam. Cheguei ao ponto ter medo de afastar algumas pessoas que são importantes pra mim porque acho que elas não vão aguentar tudo o que tenho pra falar e o que me incomoda – o que me incomoda sobre mim mesma e não sobre elas -. É muito ruim essa sensação. :/ E eu meio que sempre senti falta de ter alguém que eu tivesse a certeza que sempre me ouviria, sem achar ruim… Mas não sei se alguém assim existe…

“Não sei se teus ouvidos estão prontos pra me ouvir”

Continua…

Published in: on julho 9, 2013 at 03:48  Deixe um comentário  

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Hoje a noite começou de certa forma triste, porém com um toque de alívio por saber que você não irá sofrer mais e que finalmente tudo de ruim passou. Agora você vai ficar bem e vai poder encontrar seu pai, meu avô aí – vovô Varela. :)

Me desculpe por ter chorado por você estar indo embora… Penso que nunca irei me acostumar com despedidas, mas tento me confortar com o pensamento e a fé de que irás encontrar um lugar muito melhor do que aqui. Então peço que olhe por nós.

Obrigada por todas as decorações de aniversário que fizestes quando eu era pequena. hahaha E obrigada por todos os momentos engraçados ao seu lado, nunca esquecerei nenhum deles. Gravei sua risada em minha mente junto às memórias pra te manter viva em mim. :)

Vai com Deus, tia Ângela. Sentirei muita saudade. Mas sei que um dia, em outro plano, iremos nos encontrar de novo!

Um beijo da sua sobrinha Lili.

Published in: on junho 2, 2013 at 19:47  Deixe um comentário  

Vamos falar de apego/desapego.

É, cara… Tenho tentado cada vez com mais força lidar com a prática do desapego. Eu sempre fui muito apegada às pessoas, mas eu nem sempre tive a consciência de que isso era de fato ruim pra mim, e se tornaria pior depois que eu tomasse consciência disso.

Viver assim, apegada, só te prende, sabe? E viver preso é um saco… Você meio que se torna “vítima culpada” disso tudo. “Vítima”, pois você sofre por cada milésimo desse apego e “culpado” por você meio que ter se deixado andar por esse caminho e pra resolver isso, só você pode mudar sua rota.

Tá, é difícil ter que mudar algo que é quase parte de sua essência, mas às vezes é demasiadamente necessário, e esse é meu caso. Necessito mudar isso em mim, pra ter uma vida mais saudável. E vou mudar.

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Mas, a gaiola é você
Se você não voa, a culpa é tua
Se isso fosse uma tevê
Eu já teria mudado o canal
Ou desligado o aparelho
E me atirado na rua

-

- Esse lance de você ser disponível demais para as pessoas não dá muito certo não, né?
- É, eu acho que não.
- Meio que você é desvalorizado pelas pessoas por causa disso, quando na verdade você deveria ser valorizado. ‘-’
- Mas é… As pessoas são confusas/complicadas demais.
- Bom, eu sempre gosto de me mostrar presente na vida das pessoas que eu gosto, mas aí percebo que nem todo mundo que eu gosto se importa com essa minha presença. Pois tem na cabeça delas que eu sempre estarei alí, por isso não se preocupam.
- É. Precisa rever isso.
- Daí eu vejo que eu tenho que me afastar, pra saber qual é a daquela pessoa em relação à mim. Não acho normal alguém dizer que gosta muito de você, é 100% amor uma hora e depois, “FODA-SE”. Por favor, né? Não sou boneca. Outra coisa… Não quero que finjam pra mim ser algo que não são… Não estou vivendo em um filme, então eu não quero estar em uma conversa com um personagem. Só quero o que for real. Se não for pra ser real, melhor que seja o nada.

Liliane está offline.

dambo s2

just saying…

Não suporto gente que diz sentir algo que na real não sente nem 1% do que disse.

Sentimentos jogados ao vento em vão.
Sentimentos perdidos em um mar de ilusão.

O que te motivaria a entrar em um coração se é só pra sentar alí e não querer fazer diferença nesse órgão tão pulsante, que só deveria ser alimentado com amor, mas na maioria das vezes é forçado a sair da dieta e ingere coisas desgostosas… Você.

o mar

let me light up the sky

Isso a maioria das pessoas já devem saber ou já devem ter pensando sobre isso, porém me deparei com esses pesamentos vagando em minha mente, de novo, e resolvi tirá-los da cabeça escrevendo sobre eles.

(…)

É tão ruim quando alguém entra na sua vida, te faz feliz por um tempo e do nada te trata com indiferença ou simplesmente sai da sua vida como se você tivesse sido uma página em branco na vida dela… Eu queria muito saber o que cada pessoa que toma esse tipo de atitude tem na cabeça. Eu faço tudo para que essas situações não aconteçam comigo, mas parece que é impossível de evitá-las.

Eu sinto falta de você que um dia fez diferença em algum momento da minha vida e que foi embora sem cerimônia. Se você que está lendo isso e pensa em mexer dessa forma covarde comigo, trate de consertar isso antes de acontecer. O que vai, volta, meu amigo. Pode ser algo que não venha de mim, mas você vai poder sentir o “prazer” que eu senti, de uma uma forma ou de outra.

Então, depois me conta como é tentar viver sem lembrar… :)


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Selvagens

Eu sei em quem confiar, de verdade.

Não, não acho que sou a mestra de conhecimento sobre todas as coisas da vida, como posso parecer ser ao escrever esse texto. Mas assim, me conhecendo bem e sendo uma pessoa que sei me auto julgar e sei quais são em maioria (pelo menos eu acho) quais são minhas qualidades e defeitos, posso ter alguma moral para falar abertamente de certas coisas. Sou uma pessoa muito consciente e reflexiva diante de minhas atitudes. Eu sei quando faço algo errado e quando faço algo certo. Modéstia a parte, me acho uma pessoa muito correta. “Anyway”, entenda como quiser…

ACHO que muitas pessoas não param para observar as pessoas ao seu redor e também não param para se observar, mas eu faço isso e acho que você que não faz, também deveria fazer. Nunca reparou que os estudiosos sobre o mundo selvagem dos animais ficam muito tempo observando os animais, como eles vivem, o que fazem, o comportamento de cada animal diante dos outros? Isso tudo pra tentar entender o que está ocorrendo alí. Eu faço isso, mas com as pessoas.

Me sinto bem e mal, ao ter isso dentro de mim, essa vontade de querer explorar silenciosamente cada pessoa ao ficar observando as atitudes dos que me rodeiam. Não esqueça que eu me auto observo também, então você não pode falar que eu tô querendo cuidar da vida dos outros. Na real, só quero entender as pessoas. Trabalho exaustivo, mas que me presenteou com grande conhecimento sobre como lidar com as pessoas – na maioria das vezes – para viver uma vida no mínimo saudável.

-

O motivo de eu achar que sei quem são as pessoas confiáveis ao meu redor, é porque essas pessoas provam isso pra mim sempre. Por exemplo, um amigo não vê você fazendo uma besteira e fica calado, mas se um “amigo” faz isso…

1. Ele é apenas um colega e achou que não tinha intimidade suficiente para chegar em você e “se meter” na situação.
2. Essa pessoa não é um amigo que se preze, pois se você está fazendo uma besteira e esse amigo não mexe um dedo para te alertar, me desculpe, viu. Mas você tá em mãos erradas.

Não há mais nada a dizer. Por hoje.

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!

Eu fico indignada com você, homem, que não honra o seu sexo. Tem muito homem que se diz Homem sem ser. Aprendam a ser Homens de verdade. Sério… Tô muito fácil de me revoltar e querer abrir a boca para coisas que geralmente fico calada. Não sei se isso é bom ou ruim.

Eu acho que isso é resultado de eu ter escolhido ficar a maior parte dos meus 20 anos calada para muitas coisas que eu não concordava. Simplesmente não acho que vale a pena bater boca por besteira. Evito expor minha opinião diante de certas besteiras que me incomodam.

Muitas besteiras me incomodam. O lance é que eu fico calada. Mas será isso o certo? Será que eu devo ficar mesmo calada ou devo expor mais – me expor mais – o que eu acho sobre certas coisas? Não estou dizendo aqui que eu fico sem expor minha opinião sempre… Mas assuntos que considero bestas, me mantenho calada, para não provocar uma briga. Pois sei que se eu abrir a boca, vão sair farpas… (Seria isso temer o poder da minhas próprias palavras?)

Voltando sobre o assunto das primeiras duas linhas que escrevi. Homem de verdade, trata bem as mulheres. Cara, se tem uma moça querendo o seu bem, desejando te ver feliz, seja no mínimo legal e educado com a ela. Não seja indiferente e ridículo. Se você quiser ser o “homem” (com “h” mesmo, pois você não honra ser um homem com “H”). Se você for indiferente, ridículo, entre outras nomenclaturas que não tô com paciência pra falar, você pode achar que não, mas um dia você vai receber de volta tudo o que está emitindo para essa pessoa (não digo da mesma forma, mas na mesma intensidade, com certeza. E eu espero de verdade que isso realmente aconteça).

- Fim.

- Não há mais nada a dizer. Por hoje.

after the rain, the rainbow appears.

Depois de um sonho que tive, realizei que de qualquer forma temos que abandonar o passado. Sim, eu sei que todo mundo deve ser ciente disso, mas eu meio que nem liguei de deixar um “certo” passado para trás. Então depois desse sonho (que me trouxe uma sensação ruim e aflorou também minha insegurança naquele momento), resolvi deixar para trás o objeto que me fazia lembrar de um tempo bom e cheio de sol, que depois foi escurecido por um tempestade, mas que hoje já virou um arco-íris – bem fraquinho, quase não dá para se ver, mas que pelo menos não é a tempestade que era. Bom, como sempre gosto de salientar, aprendi muito no final de tudo… com os momentos bons que passei (os dias de sol), com os momentos ruins (a tempestade) e com o recomeço (o arco íris). Custei a aprender, mas aprendi. Acho que nunca é tarde para aprender com o passado, não é?

Bem como diz uma música da qual gosto muito e me lembraram da letra a pouco tempo:

“Vejo a sorte no futuro, não o fim do mundo. Nada é pra sempre, muito menos por acaso. Se nem sempre o planejado sai como o esperado, é só uma chance pra enxergar o outro lado.”

Faz sentido. :)

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